Não sei o que é não ter vida própria. Lamento quem lembra os tempos que passou em casa a tratar do lar, cuidar do trabalho doméstico, cuidar dos filhos. Aqueles tempos em que a mulher não era nada mais que a senhora da casa.
Na década de 20 e mulher iniciou outras funções e ocupou cargos deixados pelos homens aquando a sua partida para a guerra. Assim se iniciou outro ciclo que viria a ser uma transformação a nível mundial. Actualmente a mulher permanece ao lado do homem, trabalha o mesmo que o homem, não se esconde de nada, não apresenta preconceito e é válida para a sociedade que a rodeia.
Infelizmente um dos factores negativos que surgiu com a emancipação da mulher foi o uso da imagem da mesma para fins lucrativos.
Está ao alcance de qualquer olhar um corpo despido e não, não estou a ser preconceituosa, estou simplesmente a fazer a crítica ao uso da nossa imagem que por vezes é feita através de um conceito perverso e erótico, quando não o deveria para certos fins.
Aurélien Juner, designer gráfico francês conseguiu criar uma reflexão sobre diversas revistas da moda na sua produção.
Uma excelente análise que nos apresenta uma critica ao conceito "esteticamente belo"
Toda a beleza que podemos ver em qualquer revista de moda, ou não, não é uma beleza real. Não existe aquele sinal de nascença, não há aquela pequena falha na pele, não existe a realidade. Será que alguém já se perguntou se as modelos gostam do que fazem com a sua imagem? Será que se sentem felizes?
Não acham que a moda é mais do que estarmos bem vestidos e/ou bonitos?